Tribunal Supremo da República de Moçambique

Reunião de partilha de informação sobre os desafios e propostas de solução na área temática da biodiversidade

No âmbito da implementação do Projecto JUSTA TS, teve lugar, em Maputo, no dia 27 de Novembro de 2024, a reunião de partilha de informação sobre os principais desafios e propostas de solução na área temática da biodiversidade.

A sessão de abertura foi dirigida pelo Presidente do Tribunal Supremo, Adelino Manuel Muchanga, e contou com a presença da Ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Mateus Kida, Magistrados, dirigentes das instituições envolvidas, parceiros de cooperação na área de biodiversidade, Magistrados, entre outros convidados.

Participantes Da Reunião De Partilha Das Recomendações Dos Grupos Multidisciplinares
Participantes da reunião de Partilha das Recomendações dos Grupos Multidisciplinares

 

O Presidente do Tribunal Supremo, Adelino Manuel Muchanga, no discurso de abertura, anotou que “a perda e transformação de habitats; a extinção de espécies nativas; a erosão de solos; e a poluição do ar, do solo e da água são fenómenos reais que devem preocupar a todos e a cada um de nós, conhecidas as suas conexões com outras manifestações criminosas, como a proliferação e utilização ilegítima de armas de fogo, o branqueamento de capitais, a corrupção e muito mais”.

O Presidente do Tribunal Supremo apontou que os desafios levantados e as soluções apontadas são referentes à actividade de todos nós, daí que se tenha imposto a realização desta reunião para, em conjunto, ouvirmos, analisarmos e deixarmos orientações para possíveis passos de seguimento”.

A Ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Mateus Kida, na sua intervenção, reconheceu o compromisso do Governo, nesta acção, e espera que as propostas de possíveis passos a seguir, vão de encontro às soluções consentâneas, de promover o Estado de Direito, proteger os recursos naturais e garantir a justiça.

A reunião discutiu os desafios, as propostas de soluções e considerou orientações de possíveis passos de seguimento, designadamente:

  • – formação de fiscais em matéria de ética e transparência;
  • – incorporação da temática de biodiversidade na formação inicial, no Centro de Formação Jurídica e Judiciária e na formação contínua de magistrados;
  • – elaboração de termos de referência de formação de Administradores de Distritos;
  • – elaboração de estratégia de educação jurídica e comunicação às comunidades locais (conteúdos e canais de comunicação), considerando os hábitos e costumes locais;
  • – realização de julgamentos no local da prática da infracção, para os casos de crimes contra a biodiversidade;
  • – estudo da possibilidade de criação legal de mecanismo de coordenação a nível central e local;
  • – partilha de recursos;
  • – elaboração de termos de referência para a formação e fiscalização conjunta contra violação dos direitos humanos e exploração de mão-de-obra infantil para trabalhar no garimpo.

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