Tribunal Supremo da República de Moçambique

Empossados Gestores da Inspecção Judicial

O Presidente do Tribunal Supremo e do Conselho Superior da Magistratura Judicial, Adelino Manuel Muchanga, conferiu posse, no dia 17 de dezembro de 2024, em Maputo, a gestores da Inspecção Judicial.

Trata-se da Inspectora – Geral Chefe da Inspecção Judicial do Conselho Superior da Magistratura Judicial, Maria Isabel Bento Rupia, Juíza Conselheira do Tribunal Supremo, do Vice – Inspector – Geral da Inspecção Judicial, João Enoque Mabjaia, Juiz Desembargador e da Directora dos Serviços Centrais da Acção Inspectiva, Maria Manuela Grande Oliveira, Juíza Desembargadora.

Ins 1O Presidente do Tribunal Supremo com os empossados. Da Esquerda para direita, Maria Manuela Grande Oliveira, Juíza Desembargadora, Maria Isabel Bento Rupia, Juíza Conselheira, Adelino Manuel Muchanga, Presidente do Tribunal Supremo, e João Enoque Mabjaia, Juiz Desembargador

 

O Presidente do Tribunal Supremo, Adelino Manuel Muchanga, no discurso de ocasião, vaticinou que “esta cerimónia não seja apenas comemorativa, que seja igualmente um momento em que assumem o compromisso de desempenhar as novas funções com um alto sentido de missão, contribuindo para a autoridade da lei e para o prestígio das instituições judiciárias”.

A apontou, Presidente do Tribunal Supremo, que “queremos, com o concurso da Inspecção Judicial, consolidar a cultura de trabalho, disciplina, integridade, independência, transparência, prestação de contas, qualidade das decisões e eficiência na magistratura judicial”.

Num outro desenvolvimento, destacou, o Presidente do Tribunal Supremo, que “a integridade, sendo um valor transversal aos demais, é uma dimensão intrínseca da função judicial e constitui a pedra angular para a construção da confiança no sistema judicial, tão necessária num Estado de Direito Democrático”.

Assinalou o Presidente do Tribunal Supremo, que “quando se fala de integridade do juiz, não há excepções. Todos devem ser íntegros. A integridade não é uma opção, mas uma exigência básica da actuação do magistrado”.

O Presidente do Tribunal Supremo, anotou que “a corrupção praticada, tolerada ou encoberta por um juiz é, quiçá, o maior flagelo para a função judicial e prejudica, de forma profunda por vezes irreversível, a confiança dos cidadãos e da sociedade na justiça”.

No discurso, destacou que “temos, pois, que construir a confiança no sistema de justiça, não apenas com base na qualidade das decisões e na prontidão da justiça, mas acima de tudo com base na integridade insuspeita”. Anotou, ainda que “é a integridade que constitui o ponto de partida para a imparcialidade, a independência e a legitimidade do julgador”.

O Presidente do Tribunal Supremo recomendou que “os magistrados devem transmitir, na sua vida publica e privada, sinais claros de integridade profissional, social e pessoal, dignificando, desta forma, a função judicial”.

Recomendou, ainda, aos empossados, que “liderem pelo exemplo. Coloquem a experiência, o saber a dedicação ao serviço de uma Inspecção Judicial actuante e respeitada; uma Inspecção Judicial que assegure uniformidade de critérios na sua actuação; uma Inspecção Judicial seja vista como aliada imprescindível dos magistrados e funcionários judiciais, tendo em conta o seu pendor didáctico, e o seu papel na elevação da qualidade técnica e do aprumo ético”.

Anotou que “a Inspecção Judicial não pode ser vista como essencialmente punitiva. Não existe para perseguir ninguém, mas também não deve branquear o que estiver errado”.

O acto solene foi testemunhado pelo Procurador-Geral da República, Américo Julião Letela, Bastonário da Ordem dos Advogados, Carlos Joaquim Nogueira Martins; Juízes Conselheiros; Secretários-Gerais dos Tribunais Judiciais e do Conselho Superior da Magistratura Judicial, Inspectores e Magistrados Judiciais, entre outros convidados.

Ins2Entidades que testemunharam o acto solene de posse

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